Anvisa alerta para riscos da ashwagandha e reforça proibição do suplemento no Brasil

- in Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o alerta sobre a ashwagandha, suplemento à base de uma erva asiática que ganhou popularidade nas redes sociais, especialmente no TikTok, por supostos benefícios para o relaxamento e o alívio dos sintomas da perimenopausa. O produto não tem registro no Brasil e sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (22), a agência mencionou o caso de uma mulher britânica que sofreu falência hepática, paradas cardíacas e graves danos cerebrais após consumir o produto. O alerta destaca os riscos associados ao uso de substâncias sem autorização dos órgãos reguladores.

Segundo a Anvisa, a ashwagandha não faz parte da lista de ingredientes autorizados para utilização em suplementos alimentares no Brasil. Por isso, o produto não pode ser comercializado legalmente no país.

Suplementos não podem prometer tratamento de doenças

A agência esclarece que os suplementos alimentares têm a finalidade de complementar a alimentação, fornecendo nutrientes e outras substâncias autorizadas. Esses produtos podem ser encontrados em diferentes formatos, como cápsulas, comprimidos, pós e barras.

A Anvisa também ressalta que suplementos não devem ser apresentados como produtos destinados à cura, ao tratamento ou à prevenção de doenças.

Além disso, o consumo não é necessário para todas as pessoas. A indicação deve levar em conta fatores como as condições de saúde, os hábitos alimentares e a prática de atividades físicas, com orientação de profissionais qualificados.

Uso de produtos irregulares pode trazer riscos à saúde

De acordo com a Anvisa, parte dos riscos relacionados aos suplementos alimentares está associada a produtos irregulares, que podem conter substâncias não avaliadas ou apresentar falhas nas condições de fabricação.

Mesmo os produtos autorizados podem causar problemas quando utilizados de maneira inadequada ou em quantidades incompatíveis com as necessidades individuais.

A recomendação é respeitar as orientações do fabricante, as dosagens indicadas e as advertências presentes nos rótulos. Antes de iniciar o uso de qualquer suplemento, é importante buscar orientação profissional.

A agência alerta ainda para a necessidade de cautela com recomendações divulgadas nas redes sociais, especialmente quando atribuem benefícios terapêuticos a produtos sem comprovação ou autorização para uso.

Da Redação
22/10/2026