18/09/2026
Trabalhadores com deficiência receberam, em média, R$ 2.053 em 2022, valor equivalente a cerca de 70% do rendimento médio dos trabalhadores sem deficiência, que foi de R$ 2.890. Os dados são do Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diferença de renda foi registrada em todos os grupos de atividades econômicas analisados. Segundo o IBGE, as pessoas com deficiência também estavam mais concentradas em setores com remunerações menores, como serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação.
Entre os segmentos avaliados, administração pública, educação, saúde e serviços sociais apresentaram os maiores rendimentos. Nessa área, trabalhadores com deficiência recebiam, em média, R$ 3.223, enquanto o rendimento dos demais trabalhadores chegava a R$ 4.146.
Menor participação no mercado de trabalho
A diferença também aparece na presença no mercado de trabalho. O nível de ocupação das pessoas com deficiência era de 29%, enquanto entre aquelas sem deficiência o índice alcançava 55,8%.
Dos 13,71 milhões de pessoas com deficiência em idade de trabalhar, 3,97 milhões estavam ocupadas em 2022.
O menor nível de ocupação foi registrado entre pessoas com limitações relacionadas às funções mentais, com 12,9%. Também ficaram abaixo da média os grupos com dificuldade para caminhar ou subir degraus, com 17,2%, e para pegar objetos pequenos, com 17,7%. Entre aqueles que apresentavam mais de uma dificuldade, o índice era de 15,6%.
As maiores taxas de ocupação foram observadas entre pessoas com dificuldade para enxergar, com 35,9%, e para ouvir, com 27,5%.
Renda do trabalho nos domicílios
A participação da renda do trabalho também varia conforme a presença de pessoas com deficiência no domicílio. Nessas famílias, os rendimentos provenientes do trabalho correspondiam a 55,7% da renda total, enquanto outras fontes representavam 44,3%.
Nos domicílios sem pessoas com deficiência, a renda do trabalho correspondia a 78,4% do total, e outras fontes respondiam pelos 21,6% restantes.
