Mostra Internacional de Cinema de São Paulo celebra 50 anos com 392 filmes de 93 países

Festival começa nesta quinta-feira (15) e segue até 29 de outubro, com exibições, debates, shows, lançamentos literários e programação para crianças.

Da Redação
15/10/2026

A 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa nesta quinta-feira (15) com uma programação que reúne 392 filmes de 93 países. Um dos principais eventos cinematográficos do Brasil, o festival segue até 29 de outubro e celebra cinco décadas de incentivo à produção audiovisual nacional e internacional.

Além das sessões de cinema, a programação inclui exposições, lançamentos de livros, apresentações musicais, debates e atividades destinadas ao público infantojuvenil. A edição comemorativa também marca o lançamento de um acervo próprio da Mostra.

Ao longo de sua história, o festival já exibiu mais de 11,6 mil filmes e contribuiu para a formação de espectadores e profissionais do setor audiovisual.

Cineastas destacam importância do festival

Entre os participantes da edição comemorativa está o produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, responsável por trabalhos como Ainda Estou Aqui, Me Chame pelo Seu Nome e Tigre de Papel. Durante a abertura do evento, ele destacou a influência da Mostra em sua trajetória pessoal e profissional.

O cineasta norte-americano James Gray também participou da cerimônia para apresentar Tigre de Papel, filme que acompanha dois irmãos em busca do sonho americano que acabam envolvidos com a máfia russa. Gray é ainda o responsável pelo pôster desta edição do festival.

Outro destaque é o curta-metragem Sul de Teerã, de Kleber Mendonça Filho. A produção acompanha o cineasta iraniano Jafar Panahi pelas ruas de Nova York e será apresentada pela primeira vez no Brasil durante a Mostra.

Mendonça Filho ressaltou a relevância do evento para a valorização do cinema e para a continuidade da produção cultural no país.

Festival tem histórico de resistência cultural

A trajetória da Mostra também foi lembrada pelo apresentador Serginho Groisman, que acompanha o evento desde sua primeira edição e apresenta as cerimônias de abertura.

Ele destacou a atuação do fundador do festival, Leon Cakoff, na defesa da liberdade de expressão e na consolidação da Mostra como espaço de resistência cultural, especialmente durante o período da ditadura militar, quando havia censura prévia às produções cinematográficas.

Ao longo de cinco décadas, o festival se tornou uma referência para a divulgação de filmes de diferentes países e para o encontro entre cineastas, produtores e espectadores.

Programação reúne produções premiadas

A seleção deste ano inclui títulos reconhecidos em importantes festivais internacionais, como Amor Possível, vencedor do Leão de Prata em Veneza; Fjord, premiado com a Palma de Ouro em Cannes; e Mulher Desconhecida, ganhador do Leão de Ouro em Veneza.

O cinema brasileiro também ganha espaço com Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton e escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar do próximo ano.

Mostrinha terá 21 produções

A programação infantil e juvenil também integra a edição de 50 anos. A Mostrinha, iniciativa voltada a esse público, contará com 20 longas-metragens e um curta-metragem.

Entre os destaques está Clarice Vê Estrelas, escrito e dirigido por Letícia Pires e baseado em seu livro. Segundo a organização, 16 dos filmes selecionados para a Mostrinha ainda não foram exibidos no Brasil.

A programação completa, os locais das sessões e as informações sobre ingressos estão disponíveis nos canais oficiais da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.