A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta sexta-feira (9) a criação de uma força-tarefa para prestar suporte jurídico à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), após um incêndio de grandes proporções atingir um dos prédios da instituição, na noite de quarta-feira (7).A iniciativa busca auxiliar na recuperação da infraestrutura de pesquisa, reduzir os prejuízos e garantir a continuidade das atividades de ciência, tecnologia e inovação. O grupo também acompanhará as investigações para contribuir com a identificação dos responsáveis pelo incêndio.Segundo a AGU, a equipe será coordenada pelo gabinete da Procuradoria-Geral Federal e contará com representantes das áreas de consultoria jurídica, contencioso, cobrança e recuperação de créditos, além de integrantes da Procuradoria Federal junto à UFPE.Prejuízos podem chegar a R$ 100 milhõesO incêndio provocou danos a instalações utilizadas para ensino, pesquisa e desenvolvimento científico. De acordo com o reitor da universidade, Alfredo Gomes, os prejuízos são estimados em R$ 100 milhões.O edifício abrigava laboratórios de diferentes áreas, incluindo pesquisas sobre fármacos, genética e informática, além de espaços ligados a cursos como Educação Física.Entre as perdas estão dados acumulados ao longo de aproximadamente 20 anos de pesquisas, o que representa um impacto significativo para as atividades científicas desenvolvidas pela instituição.Polícia Federal investiga o casoA Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar as causas do incêndio e identificar possíveis responsáveis. A AGU informou que acompanhará as investigações e manterá contato com os órgãos responsáveis pela persecução penal.Outra medida prevista é o levantamento e a documentação dos danos causados ao patrimônio público. O material poderá subsidiar eventuais ações judiciais para buscar o ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos, caso sejam identificados responsáveis pelo ocorrido.A força-tarefa também deverá prestar assessoria jurídica para apoiar a recuperação das instalações e a retomada das atividades de pesquisa afetadas pelo incêndio.
Da Redação
09/10/2026
