Bancos e instituições financeiras iniciaram nesta sexta-feira (9) a devolução de aproximadamente R$ 1,325 bilhão que permaneceu nas contas de usuários de plataformas de apostas on-line afetadas por uma medida provisória do governo federal. A previsão é que cerca de 26,5 milhões de apostadores sejam beneficiados até a próxima quarta-feira (14).O prazo para solicitar a retirada diretamente nos sites e aplicativos terminou às 23h59 do dia 5 de outubro. No dia seguinte, as plataformas abrangidas pela medida começaram a ser retiradas do ar. As empresas tiveram até quinta-feira (8) para encaminhar às instituições financeiras os dados dos saldos associados aos CPFs e às contas bancárias utilizadas pelos clientes.Como será feita a devoluçãoOs pagamentos serão processados pelas instituições financeiras, conforme o cronograma estabelecido pelo governo. Os apostadores devem acompanhar a movimentação da conta bancária utilizada para realizar depósitos nas plataformas.Caso a restituição não seja concluída até o prazo previsto por dificuldades operacionais, a Caixa Econômica Federal ficará responsável por intermediar os pagamentos pendentes a partir de 14 de outubro. As orientações para esses casos serão divulgadas pelos canais oficiais.Milhões de contas têm saldos inferiores a R$ 1Segundo os dados apresentados pelo governo, 86,2 milhões de contas mantinham valores entre R$ 0,01 e R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões. O número de contas é superior ao de apostadores porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em diferentes plataformas.O governo também acompanha casos de saldos elevados que permaneceram nos sistemas. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, cerca de 40 CPFs estão sob análise para apurar possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro.Governo alerta para golpesDurante o período de restituição, os apostadores devem redobrar os cuidados para evitar fraudes. A recomendação é consultar somente os canais oficiais dos bancos e do governo, não compartilhar senhas ou códigos bancários e desconfiar de mensagens que exijam pagamentos antecipados para liberar os valores.A devolução deve seguir o cronograma oficial, sem cobrança de taxas antecipadas para o recebimento dos saldos.A medida provisória que determinou o encerramento das operações abrangidas foi publicada em 25 de setembro e ainda depende de aprovação do Congresso Nacional dentro do prazo legal para continuar em vigor.
Da Redação
09/10/2026
