Mudanças climáticas aparecem entre as principais preocupações dos brasileiros

- in Geral

03/10/2026

As mudanças climáticas são apontadas como a maior ameaça para o futuro por 41% dos brasileiros, segundo levantamento do Instituto Oyá em parceria com a Ipsos. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas e analisou preocupações relacionadas ao futuro dos entrevistados e de suas famílias.

O tema aparece à frente de preocupações como perda de emprego e retrocesso na democracia, ambos citados por 32% dos participantes. Também foram mencionados deterioração da saúde (31%), escassez de alimentos (30%) e novas pandemias (24%).

Apesar da preocupação com o futuro, quando os entrevistados foram questionados sobre os problemas que mais os preocupam atualmente, as mudanças climáticas ficaram em nono lugar, com 14%. As ameaças ao meio ambiente foram citadas por 10%.

Desinformação preocupa pesquisadores

Outro ponto destacado pelo levantamento é a dificuldade dos brasileiros em identificar informações falsas. Segundo os dados apresentados pelo Instituto Oyá, 78% dos entrevistados, em média, não conseguiram diferenciar notícias verdadeiras de falsas, inclusive quando o assunto envolvia eventos climáticos extremos.

O levantamento também apontou preocupação com o uso de inteligência artificial e deepfakes para manipular imagens e vozes. Nesse caso, 81% dos participantes disseram temer esse tipo de utilização da tecnologia.

A pesquisa identificou ainda uma diferença na relação dos entrevistados com instituições. Enquanto 67% afirmaram confiar na tecnologia, 65% disseram desconfiar dos governos. As organizações não governamentais foram apontadas como confiáveis por 45% dos participantes.

Participação social

De acordo com o Instituto Oyá, o envolvimento dos brasileiros em questões sociais e ambientais ocorre cada vez mais pelas redes sociais, enquanto a participação presencial apresenta menor adesão.

O levantamento também mostrou distância em relação às formas tradicionais de participação política. Entre os entrevistados, 39% disseram não ter interesse em participar de campanhas ou partidos políticos, enquanto 33% rejeitaram a participação em protestos de rua.

A pesquisa aponta ainda a necessidade de ampliar a circulação de informações verificadas e fortalecer a atuação conjunta de instituições, imprensa, organizações da sociedade civil e outros setores para enfrentar a desinformação.