01/10/2026
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuará em conjunto com os tribunais regionais eleitorais (TREs), forças de segurança e outros órgãos públicos durante o primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4). A operação tem como objetivo garantir a circulação dos eleitores, preservar a segurança nas estradas e reduzir possíveis transtornos no deslocamento até os locais de votação.
De acordo com a PRF, uma comissão foi criada para organizar as ações de acordo com as características de cada região. As ocorrências criminais serão acompanhadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), instalado na sede da corporação, em Brasília.
Restrições nas rodovias
A PRF recomenda que os eleitores programem antecipadamente o trajeto até os locais de votação, levando em consideração os horários de maior movimento e as condições climáticas previstas para o dia.
No primeiro turno, em 4 de outubro, e em eventual segundo turno, previsto para 25 de outubro, haverá restrições à circulação de veículos de grande porte. A medida alcança veículos com largura superior a 2,40 metros, altura acima de 4,40 metros ou comprimento total superior a 19,80 metros, com o objetivo de reduzir o risco de congestionamentos.
Eventuais bloqueios de rodovias somente poderão ser realizados em caráter excepcional e deverão contar com autorização prévia da Justiça Eleitoral, justificativa para a intervenção e indicação de rotas alternativas.
As abordagens de veículos também terão critérios específicos. Segundo a PRF, elas deverão ficar restritas a situações em que exista risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas.
As regras buscam evitar interferências indevidas no deslocamento dos eleitores, em referência às operações realizadas pela PRF durante as eleições de 2022. Na ocasião, a corporação realizou fiscalizações de ônibus, principalmente na região Nordeste.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, algumas dessas ações ocorreram em áreas nas quais o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva aparecia à frente nas pesquisas. O caso foi posteriormente incluído nas investigações sobre possíveis tentativas de interferência no processo eleitoral.
O então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, foi posteriormente condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão no processo relacionado à trama golpista.
