22/09/2026
Em discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania dos países e criticou interferências estrangeiras em processos políticos nacionais.
Lula afirmou que a América Latina e o Caribe enfrentam pressões relacionadas à proximidade com grandes potências. Ao tratar do Brasil, declarou que o país não deve se submeter à influência de outras nações.
O presidente também citou situações envolvendo Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba e defendeu o direito de cada povo decidir seus próprios caminhos. Segundo Lula, a integração regional e o respeito à autodeterminação são fundamentais para a estabilidade democrática.
Durante a fala, Lula alertou ainda para os efeitos das redes de desinformação sobre processos eleitorais e destacou a necessidade de preservar a confiança nas instituições brasileiras.
Na área de segurança, o presidente defendeu a cooperação internacional contra o tráfico de armas e a lavagem de dinheiro, mas rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime dentro do território brasileiro.
Lula também abordou mudanças climáticas, ciência, vacinação e o combate à desinformação, defendendo a retomada desses temas na agenda internacional.
