18/09/2026
Pessoas com deficiência vivem, em geral, em residências com menor acesso a serviços básicos e estrutura doméstica do que aquelas sem deficiência, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diferença aparece principalmente no saneamento. Entre os lares onde vivem pessoas com deficiência, 59,8% contam com ligação à rede coletora de esgoto ou fossa. Entre as moradias ocupadas exclusivamente por pessoas sem deficiência, o percentual chega a 63,1%.
O acesso à água por rede de abastecimento ou distribuição também apresenta diferença: alcança 82% dos domicílios com pessoas com deficiência, contra 83,1% entre os demais. Na coleta de lixo, os índices são de 90,1% e 91,1%, respectivamente.
Considerando simultaneamente os três serviços de saneamento — esgoto, água e coleta de resíduos —, 56,6% dos domicílios com pessoas com deficiência têm acesso a todos eles. Entre as moradias onde não há pessoas com deficiência, o percentual é de 60,2%.
As diferenças também aparecem em outros aspectos da infraestrutura doméstica. Em 2,4% dos lares com pessoas com deficiência não há banheiro exclusivo, enquanto o índice é de 2,2% nas demais residências. Já o uso de materiais não duráveis nas paredes externas ocorre em 1,4% dos primeiros domicílios e em 1,2% dos segundos.
Acesso à internet e eletrodomésticos
A desigualdade também se estende ao acesso à internet. O serviço está presente em 78,9% dos domicílios onde vivem pessoas com deficiência, ante 90,2% das residências ocupadas somente por pessoas sem deficiência.
A máquina de lavar também é menos comum entre os primeiros lares: está presente em 60,4% deles, enquanto o percentual chega a 68,9% entre os domicílios sem moradores com deficiência.
O único indicador analisado em que o resultado é menor entre pessoas com deficiência é o adensamento excessivo. Cerca de 3% delas vivem em domicílios com três ou mais pessoas por dormitório, contra 4,8% entre aquelas sem deficiência. De acordo com o IBGE, uma possível explicação está no perfil etário desse grupo, já que uma parcela significativa das pessoas com deficiência é idosa e vive sozinha.
