Brasil
Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos, com manifestações em mais de 50 cidades brasileiras. Os atos ocorreram em diferentes regiões do país e tiveram como principais pautas a defesa da moradia, da democracia, dos direitos sociais e o combate à violência.
Com o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, os participantes levaram às ruas reivindicações por moradia digna, reforma agrária, educação pública, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), combate ao racismo, à LGBTfobia e à violência contra as mulheres.
Também estiveram entre as reivindicações o fim da escala de trabalho 6×1 e a defesa da soberania nacional.
São Paulo
Na capital paulista, a manifestação percorreu ruas da região central e terminou com uma missa na Catedral da Sé, voltada à população em situação de rua. Antes da caminhada, os participantes organizaram um café da manhã comunitário.
Durante o ato, moradores e integrantes de movimentos sociais destacaram a necessidade de ampliar as políticas de habitação e combater a violência policial. Também houve manifestações em defesa da democracia e contra a desigualdade social.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, os manifestantes ocuparam a Avenida Presidente Vargas após o Desfile de Sete de Setembro. Além das reivindicações por moradia e direitos sociais, o protesto contou com apresentações da Escola de Teatro Popular.
Os artistas encenaram situações relacionadas à democracia e à soberania nacional, defendendo a participação popular para além do período eleitoral.
A moradia foi uma das principais bandeiras do ato. Movimentos populares denunciaram ameaças de despejo e defenderam que imóveis públicos cumpram sua função social prevista na Constituição.
Os participantes também criticaram as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, defenderam o fim da escala 6×1 e fizeram referências às vítimas da Ditadura Militar. Questões ambientais também ganharam espaço na manifestação.
Em determinado momento, um grupo tentou hostilizar os participantes com gritos. Policiais militares que acompanhavam o percurso intervieram, e os envolvidos se afastaram sem registro de confronto.
Brasília
Em Brasília, integrantes de movimentos sociais chamaram atenção para a crise ambiental e defenderam políticas públicas voltadas à preservação dos recursos naturais e à justiça climática.
Durante a manifestação, representantes do Núcleo de Ecologia Integral apresentaram uma carta com propostas relacionadas ao meio ambiente. O documento aborda temas como políticas agrícolas e fundiárias, questões urbanas, gestão de resíduos, proteção de vítimas das mudanças climáticas e preservação de áreas ambientais do Distrito Federal e do Entorno.
A professora universitária Altaci Kokama destacou que o Grito dos Excluídos se tornou, ao longo de suas 32 edições, um espaço para que grupos socialmente vulneráveis apresentem suas reivindicações.
As manifestações deste ano reuniram diferentes movimentos e pautas sociais, tendo como eixo comum a defesa de direitos, da participação popular e de melhores condições de vida para parcelas da população consideradas historicamente excluídas.
