Augusto Mitchell e a ideia de “Resetar o Brasil”: entre projetos estruturantes e uma nova cultura política

Foto: Daniel Oliveira / AGECOM-BAHIA
Augsuto MItchell diz acreditar em um Brasil que valorize a dignidade, a responsabilidade e a união de todos que desejam construir um futuro melhor. – Foto: Daniel Oliveira / AGECOM-BAHIA

Em meio a um cenário político marcado por polarizações, disputas narrativas e desconfiança institucional, surge uma figura que ainda não ocupa cargo eletivo, mas já apresenta um conjunto estruturado de propostas legislativas e programas sociais. Jornalista, bacharel em Direito e pesquisador de políticas públicas, Augusto Mitchell tem defendido uma ideia central que resume sua visão: “Vamos reiniciar o sistema. Resetar o Brasil.”

A expressão não se refere a ruptura institucional ou a negação da história recente. Pelo contrário. Segundo ele, trata-se de reorganizar prioridades, fortalecer instituições e alinhar desenvolvimento econômico com dignidade humana.

Mitchell defende que o Brasil não precisa de salvadores, mas de sistemas que funcionem. Sua atuação tem se concentrado na formulação de projetos de lei estruturantes e programas sociais executivos que, em conjunto, formam o que chama de “modelo integrado de governabilidade”.

Uma agenda estruturante

Entre as propostas apresentadas estão:

  • Sistema Nacional de Produtividade com Dignidade (SNPD) — que vincula crescimento econômico a indicadores de qualidade de vida e condições dignas de trabalho.
  • Lei da Responsabilidade Programática e da Verdade Eleitoral — que busca alinhar promessas de campanha a planos exequíveis e transparentes.
  • Saúde, Cuidado e Vida – Coração e Mente — programa de saúde mental comunitária com credenciamento de profissionais privados e inclusão de terapias integrativas.
  • Programa Nacional de Primeira Infância, Família e Futuro Produtivo — voltado à proteção integral de crianças de 0 a 6 anos.
  • Projeto Plástico Zero — com metas progressivas de redução de descartáveis e estímulo à economia circular.
  • Reparação Histórica e Inclusão dos Povos Ciganos — marco legal voltado ao reconhecimento cultural e inclusão social.

A proposta não é tratar cada área isoladamente, mas articular desenvolvimento, meio ambiente, saúde, assistência social e responsabilidade institucional em uma lógica sistêmica.

“Não adianta falar de produtividade sem falar de saúde mental. Não adianta falar de crescimento sem combater desigualdade estrutural. O Brasil precisa de integração, não de políticas fragmentadas”, afirma.

Resetar o Brasil: o que isso significa?

A ideia de “Resetar o Brasil” aparece como eixo simbólico da sua atuação. Para Mitchell, trata-se de reiniciar práticas políticas desgastadas, substituindo personalismo por planejamento e polarização por corresponsabilidade social.

“Resetar não é destruir. É reorganizar. É fazer o sistema voltar a servir ao povo, e não o contrário”, costuma dizer.

Sua proposta de “reiniciar o sistema” envolve cinco pilares:

  1. Dignidade humana como eixo central.
  2. Responsabilidade institucional.
  3. Produtividade com justiça social.
  4. Participação corresponsável da sociedade.
  5. Transparência democrática.

Entrevista – Perguntas e Respostas

Pergunta: O senhor pretende entrar na política tradicional?

Augusto Mitchell: Eu não quero entrar no jogo da velha política. Quero ajudar a construir uma nova prática política. Não baseada em ataque pessoal, mas em proposta técnica e diálogo. Política precisa ser ponte, não trincheira.


Pergunta: O que significa dizer que quer “resetar o Brasil”?

Augusto Mitchell: Significa reorganizar prioridades. O Brasil tem recursos, inteligência e potencial. Falta integração e planejamento de longo prazo. Resetar é alinhar governo, sociedade e setor produtivo numa mesma direção.


Pergunta: O senhor se posiciona contra adversários políticos?

Augusto Mitchell: Eu me posiciono a favor de soluções. Divergências são naturais na democracia, mas ataques pessoais não constroem nada. Quero debater projetos, indicadores, resultados — não pessoas.


Pergunta: Como integrar adversários em um projeto comum?

Augusto Mitchell: A política precisa voltar a ser espaço de negociação institucional madura. Se uma proposta é boa para o país, ela deve ser defendida independentemente de quem a apresentou. O Brasil não pode ser refém de disputas permanentes.


Pergunta: Qual o centro da sua proposta?

Augusto Mitchell: Dignidade. Trabalho digno. Saúde digna. Educação responsável. Desenvolvimento com justiça social. Se cada setor remar na mesma direção, o país avança.


Uma narrativa de recomeço

O discurso de Mitchell evita antagonismos diretos. Sua estratégia é se apresentar como formulador de políticas, não como provocador de embates. Ele aposta na ideia de que parte significativa da população está cansada de conflitos estéreis e busca soluções concretas.

A expressão recorrente em suas falas — “Vamos reiniciar o sistema. Resetar o Brasil.” — traduz um chamado à reorganização institucional e à união produtiva.

Para ele, o Brasil só avança quando diferentes setores — trabalhadores, empresários, gestores públicos e sociedade civil — remam na mesma direção.

“Não é sobre esquerda ou direita. É sobre eficiência, dignidade e responsabilidade. O Brasil precisa parar de brigar consigo mesmo e começar a construir de forma coordenada.”

Se conseguirá transformar formulação técnica em mobilização política, o tempo dirá. Por ora, Augusto Mitchell aposta que uma política menos ruidosa e mais estruturante pode abrir espaço para um novo ciclo institucional.

E, como ele resume em uma de suas frases mais repetidas:

“O Brasil não precisa de espetáculo. Precisa de sistema funcionando.”