
Por AGECOM BRASIL Publicado em 30 de maio de 2026
A menos de duas semanas do início da Copa do Mundo de 2026, a Fifa enfrenta uma série de investigações e pressões políticas nos Estados Unidos. Autoridades de Nova York, Nova Jersey e Califórnia questionam a estratégia de venda de ingressos adotada pela entidade, sob suspeita de práticas destinadas a elevar artificialmente os preços das entradas.
Investigações em curso
Procuradores-gerais desses estados solicitaram explicações formais à Fifa sobre denúncias de que a entidade estaria restringindo a oferta de ingressos e alterando categorias de assentos para maximizar os lucros. O Congresso americano também solicitou esclarecimentos, preocupado com possíveis práticas enganosas, como a criação de uma falsa escassez para impulsionar a demanda e inflar os valores.
O comissário de Proteção ao Consumidor e ao Trabalhador de Nova York, Samuel AA Levine, afirmou que, se confirmadas, as condutas da Fifa podem configurar violação das leis de defesa do consumidor. Autoridades locais já expediram intimações formais para que dirigentes da entidade prestem esclarecimentos.
Impacto nos torcedores
A polêmica ganha força em um cenário de insatisfação popular. Torcedores têm criticado os elevados custos para acompanhar o torneio, que vão além dos ingressos e incluem altas tarifas aéreas e de hospedagem nas cidades-sede.
Dados indicam que, apesar da proximidade do evento, diversos estádios americanos ainda possuem grande disponibilidade de lugares. Um exemplo citado em relatórios é o AT&T Stadium, no Texas: mesmo com capacidade para cerca de 80 mil pessoas, o setor de ingressos mais acessíveis — cotado em aproximadamente R$ 3,8 mil — ainda apresentava ampla oferta, desafiando a narrativa de escassez impulsionada pela organização.
A situação é acompanhada com rigor pelas 16 cidades que receberão jogos da competição, que contará com 48 seleções. O desenrolar das investigações poderá servir de parâmetro para avaliar a transparência dos processos de comercialização do maior Mundial da história.
Até o momento, a Fifa não se manifestou publicamente sobre as acusações.


