O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (22) que a Meta apresente, em até 24 horas, um relatório técnico sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para divulgar manifestações de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
A decisão atende a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que questiona a atuação das plataformas digitais e aponta possíveis falhas no cumprimento das medidas de integridade eleitoral apresentadas ao TSE.
Meta deverá analisar atividades do canal
A campanha de Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral após a Meta informar que não havia identificado irregularidades. Segundo os advogados do candidato, a empresa não apresentou detalhes sobre os critérios utilizados na análise nem esclareceu qual período foi investigado.
Com a determinação, a Meta deverá examinar possíveis comportamentos coordenados entre contas e canais, padrões de engajamento, rastreabilidade de publicações e atividades relacionadas à publicidade.
O objetivo é fornecer informações técnicas que permitam avaliar se houve atuação coordenada no canal e se as regras de integridade do processo eleitoral foram respeitadas.
Além disso, o Google e a plataforma X deverão informar se identificaram ações coordenadas envolvendo hashtags.
Registro do canal já foi arquivado
Mais cedo, Nunes Marques determinou o arquivamento do processo relacionado ao registro do canal “Exército do Lula”.
A medida ocorreu após a campanha petista formalizar o registro no tribunal e o TSE aprovar uma resolução que estabelece a necessidade de cadastrar canais vinculados às campanhas eleitorais, assim como já ocorre com sites e perfis de candidatos nas redes sociais.
A solicitação de informações técnicas à Meta é uma medida distinta do processo de registro e busca esclarecer possíveis irregularidades no funcionamento do canal durante a campanha presidencial.
Da Redação
22/10/2026
