Da Redação
19/10/2026
A economia brasileira registrou crescimento de 0,5% em agosto, após dois meses consecutivos de retração. Com o resultado, a atividade econômica acumulou alta de 1,8% nos 12 meses encerrados no período, segundo dados do Monitor do PIB, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O levantamento funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede o conjunto de bens e serviços produzidos no país. A pesquisa reúne estimativas sobre o desempenho dos principais setores da economia, como indústria, comércio, serviços e agropecuária.
Antes da recuperação registrada em agosto, a atividade econômica havia recuado 0,3% em julho e 0,9% em junho. Nos meses anteriores, o indicador apresentou resultados positivos, com crescimento de 0,6% em maio, 0,3% em abril, 0,1% em março, 0,5% em fevereiro e 0,6% em janeiro.
Na comparação com agosto do ano anterior, a economia avançou 1,5%. Já no trimestre encerrado no mês, o crescimento foi de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Indústria extrativa e serviços impulsionam resultado
De acordo com a FGV, a recuperação em agosto foi favorecida principalmente pelo desempenho da indústria extrativa e pela continuidade da expansão do setor de serviços.
Pelo lado da demanda, as exportações e o consumo do governo contribuíram positivamente para o resultado, apesar da desaceleração do consumo das famílias.
O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, destacou que a economia demonstrou capacidade de recuperação mesmo em um cenário de inflação persistente e juros elevados.
No trimestre encerrado em agosto, o consumo das famílias apresentou crescimento de 0,4%, impulsionado principalmente pela contribuição dos bens duráveis.
A estimativa da FGV é que o PIB brasileiro tenha alcançado R$ 9,020 trilhões em valores correntes no acumulado até agosto.
Projeções indicam crescimento em 2026
Outros indicadores também apontaram expansão da atividade econômica. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), registrou alta de 0,3% entre julho e agosto e crescimento de 1,6% em 12 meses.
Para o fechamento de 2026, as projeções de crescimento do PIB variam conforme a instituição responsável pelo levantamento. O relatório Focus, do Banco Central, indicou estimativa de 1,83%, enquanto o Ministério da Fazenda projetou expansão de 2%.
Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê crescimento de 2,2% para a economia brasileira neste ano.
IBGE divulgará resultado oficial em dezembro
O resultado oficial do PIB é calculado e divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima publicação, referente ao terceiro trimestre de 2026, está prevista para 2 de dezembro.
Na divulgação anterior, o instituto informou que a economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre e acumulou expansão de 1,9% em 12 meses.
