ONU Mulheres apresenta dez propostas para ampliar proteção e participação feminina

- in Geral

24/09/2026

A ONU Mulheres divulgou um documento com dez propostas voltadas à proteção dos direitos das mulheres e à ampliação da participação feminina nos espaços de poder. O material foi lançado às vésperas das eleições e busca estimular partidos e candidatos a assumirem compromissos concretos com essas pautas.

Entre as medidas apresentadas estão o aumento da presença de mulheres em cargos eletivos e de liderança, o combate à violência política de gênero e raça, o enfrentamento da violência contra as mulheres, políticas de cuidados e renda e ações relacionadas à justiça climática.

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, defendeu que os compromissos apresentados durante a campanha tenham metas definidas, recursos previstos e prazos para execução.

Dez propostas apresentadas

  • Estabelecer metas e prazos para ampliar a presença de mulheres em cargos eletivos, posições de liderança e espaços de decisão política.
  • Garantir o cumprimento das cotas eleitorais destinadas às mulheres.
  • Reforçar a aplicação da Lei nº 14.192/2021, inclusive para combater a violência política de gênero no ambiente digital.
  • Criar políticas permanentes, com orçamento próprio, para prevenir e combater a violência contra as mulheres, além de ampliar serviços especializados e medidas de proteção.
  • Enfrentar o machismo como uma questão pública, com ações voltadas à mudança de comportamentos e à responsabilização de agentes públicos e empresas que reproduzam estereótipos.
  • Melhorar as condições de trabalho das profissionais responsáveis por atividades de cuidado, com formação, contratação formal, remuneração adequada e proteção social.
  • Ampliar o acesso das mulheres a empregos formais, salários iguais e proteção social.
  • Garantir que recursos destinados ao enfrentamento das mudanças climáticas também cheguem às mulheres que atuam na proteção dos territórios.
  • Assegurar participação efetiva e paritária das mulheres, especialmente indígenas, negras, quilombolas e integrantes de comunidades tradicionais, na formulação de políticas climáticas.
  • Incorporar gênero e raça como critérios obrigatórios nas políticas climáticas, avaliando quem é beneficiado e quem pode ficar excluído dessas ações.