11/09/2026
A 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira (11), no Cine Brasília, após uma reviravolta que quase impediu a realização do evento. O festival chegou a ser cancelado pelo governo do Distrito Federal por falta de recursos, mas foi confirmado novamente poucas horas depois.
Considerado o festival de cinema mais antigo em atividade no país, o evento recebeu 1.928 inscrições, número recorde. Mais de 70 produções foram selecionadas para integrar as diferentes mostras da programação.
A abertura está marcada para as 19h30, no Cine Brasília, com a exibição de A Pele Morta, dirigido por Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres. A obra foi concebida originalmente pelo cineasta Geraldo Moraes, que viveu em Brasília e morreu em 2017, e posteriormente finalizada por seus filhos.
Programação reúne produções de todo o país
Além das competições de longas e curtas-metragens, o festival contará com mostras paralelas e sessões especiais dedicadas a temas e nomes importantes do cinema brasileiro.
Entre os destaques está a mostra Vozes e Lutas, que reúne filmes relacionados a movimentos políticos e culturais. A programação também inclui obras de cineastas ligados à história do festival e ao audiovisual brasileiro.
Outro destaque será a apresentação de três episódios da série Delegado, dirigida por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca. Os episódios serão exibidos no sábado (12), em uma sessão especial no Cine Brasília.
A edição deste ano também dá espaço significativo a produções vinculadas ao Distrito Federal, reforçando a participação de realizadores locais na programação.
Evento quase foi cancelado
A realização do festival esteve ameaçada depois que o governo do Distrito Federal anunciou o cancelamento do evento por falta de recursos. A decisão provocou reação imediata de artistas e profissionais do setor cultural.
Horas depois, a organização recebeu a confirmação de que os recursos necessários seriam providenciados, permitindo a retomada da programação que já estava praticamente estruturada.
Com a situação resolvida, a organização espera ampliar o público e reunir novamente realizadores, artistas e espectadores em torno do cinema brasileiro.
Criado em 1965, o Festival de Brasília construiu ao longo de seis décadas uma trajetória marcada pela exibição de filmes, debates e discussões sobre a produção audiovisual nacional. O evento deixou de ser realizado presencialmente apenas em períodos específicos, incluindo dois anos durante a ditadura militar, e teve uma edição virtual durante a pandemia.
Desde 2007, o festival é reconhecido como patrimônio imaterial do Distrito Federal.
