26/09/2026
Com o primeiro turno das eleições de 2026 se aproximando, muitos eleitores ainda avaliam quais candidatos escolher. Para ajudar nesse processo, especialistas apontam critérios que podem ser usados na análise de propostas, trajetórias e partidos.
A ideia é buscar informações sobre os candidatos e entender quais são as atribuições de cada cargo, além de verificar o histórico político e os grupos que apoiam as campanhas.
1. Defina suas prioridades
Antes de analisar os candidatos, é importante identificar quais problemas e temas são mais relevantes para você e para a comunidade onde vive.
Questões como emprego, saúde, educação, segurança, impostos e serviços públicos podem ter impactos diferentes de acordo com a realidade econômica e social de cada eleitor.
Também é importante reconhecer que as decisões tomadas pelos governos e pelo Legislativo podem beneficiar grupos de maneiras diferentes. Ter clareza sobre suas próprias prioridades ajuda a comparar as propostas apresentadas durante a campanha.
2. Entenda o que cada cargo pode fazer
Conhecer as atribuições do cargo disputado é uma forma de evitar falsas expectativas.
O presidente da República e os governadores comandam o Poder Executivo em suas respectivas esferas e são responsáveis pela administração pública, execução de políticas e gestão de serviços sob sua competência.
Deputados federais, estaduais e distritais atuam principalmente na elaboração e fiscalização das leis, além de participarem da definição do orçamento e da fiscalização do Executivo.
Os senadores representam os estados e o Distrito Federal no Congresso, participam da elaboração das leis e exercem atribuições específicas, como a análise de indicações para determinados cargos públicos.
Por isso, uma promessa de campanha precisa ser analisada de acordo com os poderes efetivamente atribuídos ao cargo.
3. Confira o histórico e as propostas
Discursos de campanha não são a única fonte para avaliar um candidato. Para quem já ocupa ou ocupou cargos públicos, também é possível consultar votações, projetos apresentados, decisões políticas e outras ações realizadas durante o mandato.
Outro ponto é verificar quem financia a campanha e quais grupos ou partidos apoiam o candidato.
As propostas de governo, declarações de bens e informações sobre receitas e despesas das campanhas podem ser consultadas nos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral.
Também vale observar se as promessas apresentam medidas concretas ou apenas objetivos genéricos, além de verificar se o candidato já teve oportunidade de colocar em prática propostas semelhantes.
4. Conheça o partido
A atuação política não depende apenas das decisões individuais dos candidatos. No Legislativo, os partidos e blocos podem orientar suas bancadas em votações importantes.
Por isso, além de conhecer o candidato, é importante verificar o programa do partido, seu histórico de votações, as pautas que costuma defender e as alianças estabelecidas com outras legendas.
Essa análise pode ajudar o eleitor a compreender como o candidato poderá se posicionar caso seja eleito.
5. Entenda os chamados puxadores de voto
Nas eleições proporcionais, utilizadas para escolher deputados federais, estaduais e distritais, os votos recebidos pelos candidatos de um mesmo partido ou federação são considerados no cálculo das vagas conquistadas pela legenda.
Isso significa que candidatos com votação muito alta podem contribuir para que outros integrantes da mesma legenda também conquistem cadeiras.
O fenômeno ficou conhecido popularmente como “puxador de votos” e ganhou destaque nacional após a eleição de Tiririca para a Câmara dos Deputados em 2010.
Por isso, antes de escolher um candidato para deputado, também é importante conhecer a lista de candidatos da legenda e entender como funciona o sistema proporcional.
6. Saiba o que pode e não pode no dia da votação
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. O eleitor pode levar uma anotação em papel com os nomes e números dos candidatos para consultar na cabine.
O celular, máquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos que possam registrar o voto não podem ser levados para dentro da cabine. A regra busca preservar o sigilo da votação.
É permitida a manifestação individual e silenciosa de preferência política, por meio de adesivos, broches, camisetas ou bandeiras. Já manifestações coletivas, abordagens e tentativas de convencer outros eleitores durante a votação são proibidas.
Eleitores também têm direito de se ausentar do trabalho pelo período necessário para votar, sem perda de remuneração. Pessoas com mais de 80 anos têm preferência na fila, enquanto eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem contar com uma pessoa de sua escolha para auxiliá-los durante a votação.
