A capital da Ucrânia, Kiev, voltou a ser alvo de ataques russos na madrugada desta terça-feira (8). Drones e mísseis atingiram diferentes pontos da cidade, provocando incêndios e deixando três pessoas mortas e 16 feridas, segundo autoridades ucranianas.
Ao menos 14 estruturas foram danificadas, entre elas prédios residenciais, um dormitório, uma escola, uma clínica e depósitos.
O novo ataque ocorreu poucos dias depois de uma pausa nos bombardeios contra Kiev e Moscou, adotada para garantir a segurança de enviados dos Estados Unidos envolvidos nas tentativas de negociação para encerrar a guerra. Os representantes americanos Jared Kushner e Steve Witkoff estiveram em Kiev e se reuniram com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy antes de deixarem o país no domingo (6).
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que o ataque demonstra a necessidade de aumentar a pressão internacional sobre a Rússia. Ele também pediu aos países aliados o envio de mais equipamentos capazes de interceptar mísseis balísticos, diante da redução dos estoques ucranianos.
Segundo o governo ucraniano, outras oito regiões também foram atingidas durante a ofensiva. Na região de Sumy, no norte do país, drones atingiram um trem, levando à retirada de cerca de 100 pessoas.
Na região de Odessa, no litoral do Mar Negro, um ataque contra um mercado deixou três pessoas feridas.
O Ministério da Defesa da Rússia declarou que os ataques tiveram como alvo instalações militares e de logística em Kiev e arredores, além do porto de Chornomorsk.
O presidente Volodymyr Zelenskiy afirmou que a ofensiva envolveu diferentes tipos de armamentos e destacou a dificuldade de interceptar os mísseis balísticos utilizados nos ataques.
