
A família de Lucas Antônio de Lacerda, conhecido como “Professor Luquinha”, rompeu o silêncio e se pronunciou nove dias após sua execução em São José. Em uma nota oficial, a família defendeu a memória do professor, afirmando que ele não foi culpado pelo acidente de trânsito que, supostamente, motivou o crime.
Lucas, que era mestre em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenador de uma escola preparatória para vestibulares, foi descrito como uma pessoa “generosa, honesta e trabalhadora”. A nota ressalta que “sua história de superação, amor à educação e generosidade permanecerá viva na memória de todos”. Além de seu trabalho, Lucas deixou um filho de 10 anos, dois cachorros e era um torcedor apaixonado pelo Santos.
Inquérito policial isentou o professor de culpa
A família de Lucas utilizou o inquérito policial do acidente para defender sua inocência. Segundo o documento, Lucas não cometeu nenhuma negligência ou imprudência. Ele sinalizou corretamente para fazer uma conversão à esquerda e entrar em casa, enquanto a moto do motociclista, que morreu no acidente, estava na contramão a uma velocidade de 97 km/h, muito acima do limite de 40 km/h da via. A Polícia Civil confirmou que não houve indiciamento contra o professor.
Execução e prisão dos suspeitos
O crime, que aconteceu em 15 de setembro no bairro Ipiranga, é investigado como uma execução motivada por vingança. O principal suspeito é o pai do motociclista, que teria agido com o auxílio do sobrinho, de 24 anos, que já tinha uma condenação por homicídio.
O delegado Abel Bovi acredita que a morte recente da esposa do suspeito pode ter sido o estopim para a execução, somado ao inconformismo pela perda do filho. O pai do motociclista é apontado como o autor dos disparos. Ambos os suspeitos estão presos e vão responder por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

