Grupo se reuniu na manhã deste domingo (21), em frente ao Cristo da Barra, um dos principais pontos turísticos da capital baiana.
No último domingo (21), manifestantes em Salvador protestaram contra duas propostas em tramitação no Congresso Nacional: a PEC da Blindagem e o projeto de lei que anistia os condenados pelos ataques de 8 de janeiro.
O ato, que reuniu um grande número de pessoas em frente ao Cristo da Barra, contou com a presença de figuras conhecidas como a cantora Daniela Mercury, os atores Wagner Moura e Nanda Costa, e a percussionista Lan Lanh. Em cima de um trio elétrico, Daniela Mercury defendeu a democracia e criticou a proposta de anistia. “A gente não aceita que ela seja ressuscitada a qualquer custo”, afirmou.

Fonte: G1
Os motivos do protesto
- PEC da Blindagem (ou “PEC da Bandidagem”): O grupo criticou a proposta aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados, que visa dificultar a abertura de processos penais contra deputados e senadores no Supremo Tribunal Federal (STF). Os manifestantes argumentam que a PEC, na prática, pode inviabilizar ações contra parlamentares e que a medida enfrentará resistência no Senado.
- PL da Anistia: Outro ponto central do protesto foi a rejeição ao projeto que busca perdoar os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A proposta, defendida por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve um pedido de urgência aprovado na Câmara, o que aceleraria sua análise. Os manifestantes, que também se mobilizaram em outras cidades do país, gritavam “sem anistia” e exibiam cartazes contra o projeto. O protesto também incluiu críticas ao ex-presidente americano Donald Trump.
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No último domingo (21), Salvador foi palco de uma forte mobilização contra duas propostas legislativas que, segundo os manifestantes, ameaçam o estado democrático de direito no Brasil. O protesto, que reuniu um grande número de pessoas em frente ao Cristo da Barra, teve como alvos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem e o projeto de lei que busca anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro.
O ato foi marcado pela presença de diversas personalidades da cultura, que amplificaram as vozes dos manifestantes. Em cima de um trio elétrico, a cantora Daniela Mercury, acompanhada pelos atores Wagner Moura e Nanda Costa, e pela percussionista Lan Lanh, discursou em defesa da democracia. “Estamos juntos lutando pela democracia brasileira, contra anistia, que já foi julgada pelo Supremo, de forma adequada, respeitando o Estado Democrático de Direito e todo processo legal. A gente não aceita que ela seja ressuscitada a qualquer custo”, afirmou Daniela, ecoando o sentimento geral do protesto.
A “PEC da Bandidagem”
Os manifestantes chamam a PEC da Blindagem de “PEC da Bandidagem”, um nome que reflete a indignação popular com o texto. Aprovada na Câmara dos Deputados, a proposta visa criar uma barreira legal que dificulta a abertura de processos criminais contra deputados e senadores no Supremo Tribunal Federal (STF).
Os críticos argumentam que a PEC, na prática, concede uma espécie de imunidade absoluta aos parlamentares. Eles lembram que, quando uma regra semelhante vigorou no país, a Câmara e o Senado só autorizaram a abertura de um único processo criminal em nove anos. A proposta agora segue para o Senado, onde se espera que enfrente forte resistência.
O PL da Anistia e os gritos de “sem anistia”
O segundo grande motivo do protesto foi a proposta de anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O projeto, uma prioridade para a oposição, busca conceder uma anistia “ampla, geral e irrestrita” a todos os envolvidos.
O tema ganhou urgência nos últimos dias, quando os parlamentares aprovaram um pedido de urgência para o texto. Essa manobra permite que o projeto pule etapas e seja analisado diretamente no plenário da Câmara, acelerando drasticamente sua tramitação. Diante disso, os manifestantes em Salvador e em outras capitais ergueram cartazes e entoaram o grito de ordem “sem anistia”, reforçando a demanda por responsabilidade e punição aos criminosos.
O protesto em Salvador, que se conectou com manifestações em todo o país, evidenciou a preocupação de setores da sociedade civil e de lideranças políticas e artísticas com a agenda legislativa atual. Além dos temas nacionais, o ato também incluiu críticas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrando a conexão entre a luta democrática no Brasil e no cenário global.

