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Netanyahu Desafia a ONU e Afirma que Israel “Seguirá Atacando” Gaza até “Terminar o Trabalho”
Em um discurso de tom desafiador na Assembleia Geral da ONU nesta sexta-feira (26), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que seu país continuará atacando a Faixa de Gaza até “terminar o trabalho” no território. A fala ocorreu sob protestos visíveis: o premiê entrou no plenário sob vaias, e a maioria das comitivas se retirou antes mesmo de ele começar, incluindo a do Brasil, em um gesto de repúdio.
Netanyahu utilizou seus mais de 40 minutos de fala para criticar a crescente pressão internacional sobre Israel, rejeitar veementemente a criação de um Estado Palestino e negar as acusações de que seu Exército estaria causando fome ou matando civis em Gaza. Ele reiterou a tese de que Israel está “lutando uma batalha” em nome do Ocidente.
Rejeição ao Estado Palestino e Críticas à Comunidade Internacional
O premiê israelense reagiu com dureza à “onda de reconhecimentos” do Estado Palestino por parte de países ocidentais e aliados dos Estados Unidos, como França e Reino Unido. Ele classificou esses gestos como “vergonhosos” e que irão apenas “encorajar o terrorismo contra os judeus”.
Netanyahu negou a viabilidade de um Estado Palestino, comparando a ideia a um cenário hipotético: “Dar um Estado à Palestina a um quilômetro de Israel é como dar um Estado à Al-Qaeda a um quilômetro de Nova York depois do 11 de setembro… É pura insanidade, e não vamos fazer isso.”
Alegações de “Missão Cumprida” e o “Mapa da Maldição”
Em seu discurso, Netanyahu afirmou ter conseguido “eliminar” grande parte da “ameaça do Oriente Médio”. Assim como em anos anteriores, ele exibiu um mapa da região, mas desta vez riscou com um marcador as áreas de ameaça que Israel teria neutralizado. Essa foi uma referência a ações conduzidas no último ano contra o Hezbollah no Líbano, ataques ao Irã e incursões a bases de grupos armados no Iêmen e na Síria.
“Nós incapacitamos o Hezbollah, derrubamos milhares de terroristas na Síria e no Iêmen. Também devastamos as armas atômicas do Irã…”, declarou. No entanto, ele alertou que o “trabalho ainda não acabou” e prometeu seguir bombardeando Gaza até a destruição total do Hamas, sugerindo a possibilidade de novas ofensivas.
Apesar do isolamento, o primeiro-ministro agradeceu ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump, por sua “ação corajosa e decisiva”, citando o esforço conjunto para impedir o Irã de desenvolver armas nucleares.

